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Trinta por cento da energia do nosso corpo é consumida pelos cem mil milhões de neurónios encerrados entre as quatro paredes do crânio. Um consumo de calorias sem par, que é um sinal claro de que nenhum outro órgão se mostra tão dominante - e ativo - como o cérebro.

A primeira década do século XXI está marcada por uma verdadeira explosão de conhecimento nesta área. Não só ficou resolvido o trabalho de base da neurobiologia, que passa pela descrição do funcionamento dos neurónios, como o aparecimento de novas técnicas permitiu analisar o cérebro de uma forma que, até agora, não fora possível. A ressonância magnética funcional, que abre a porta para ver o que lá se passa, enquanto realizamos uma determinada tarefa, e a optogenética, que possibilita controlar e manipular a ação dos neurónios, trilharam novos caminhos naquela que é vista como "a última fronteira da ciência".

Os cientistas conseguem, hoje, ter uma ideia do que acontece enquanto dormimos, ou onde guardamos as memórias. São capazes de descrever o que corre mal na doença de Alzheimer ou porque certos defeitos genéticos tornam a aprendizagem numa missão impossível. Nos institutos de investigação, os cientistas começam agora a desenhar novos planos de ação para desenvolver ao longo desta década. "Estamos a olhar para as interações com outras partes do corpo, como o sistema imunitário ou as hormonas", avança Rui Costa, neurocientista da Fundação Champalimaud, em Lisboa. "Também começamos a tentar perceber como é que o cérebro funciona nas interações sociais. Já sabemos que se comporta de maneira diferente, quando estamos sozinhos ou no meio de uma multidão." Bem-vindo, pois, ao admirável mundo da sua cabeça! 

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