Se usa um nome falso no Facebook, criou um perfil para o seu animal de estimação ou tem uma segunda conta só para fazer "login" em alguns sites, então o seu caso está entre os mais de 83 milhões que a rede social tenciona desativar. 

"Toda a nossa plataforma é baseada no pressuposto de as pessoas usarem as suas identidades verdadeiras", explicou numa entrevista recente à CNN Joe Sullivan, responsável pela segurança da rede social, para justificar o fim iminente destes perfis.

Dentro dos tais 83 milhões de contas falsas há uma mistura de inocência e más intenções: contas duplicadas, contas mal classificadas e contas "indesejáveis", segundo a classificação do Facebook. As primeiras, as duplicadas, representam 4,8% (45,8 milhões) do total de membros ativos. 

De acordo com os termos de utilização da rede social, os utilizadores não podem ter mais do que uma conta pessoal no Facebook ou abrir conta em nome de outra pessoa, o que faz com que até os pais que criem perfis para as suas crianças estejam a violar estas regras - menores de 13 não podem estar no Facebook.

Nas contas mais classificadas entram os perfis pessoais criados para empresas ou grupos, que deviam estar em "páginas".

No terceiro grupo, as "indesejáveis" - que representam apenas 1,5% do total - estão 14,3 milhões que o Facebook considera terem sido criadas especificamente para fins que violam as condições de utilização, como o envio de publicidade não solicitada.

As contas banidas pela rede social desaparecem aos olhos dos restantes utilizadores mas ficam nos servidores "por razões de segurança". Quando isto acontece, o próprio criador da conta fica sem poder aceder a nenhum dos conteúdos - posts, fotos e vídeos - que tinha partilhado e, alegadamente, não pode criar outra conta sem autorização do Facebook.