Desta vez não houve celebração a 30 metros da meta e Usain Bolt correu mesmo com os atacadores apertados: o jamaicano voou concentradíssimo sobre a pista do Estádio Olímpico de Londres e venceu, destacado, os 100 metros, com o tempo de 9,63 segundos, menos seis centésimos do que em Pequim e, portanto, novo recorde olímpico. É também a segunda melhor marca de sempre, só superada pelo seu recorde mundial de 9,58, nos Mundiais de Berlim em 2009. Ficou, de vez, encerrada a dúvida (para quem a tinha...) sobre quem é mesmo o homem mais rápido do mundo

Após cortar a meta, Uusain Bolt, perante uma chuva de flashes vindos das bancadas, deu a volta de consagração com uma bandeira jamaicana e sempre acompanhado do seu compatriota e companheiro de treinos, Yohan Blake, medalha de prata com um recorde pessoal de 9,75 segundos. No final da volta, os dois trocaram um cumprimento respeituoso, mas puramente de circunstância, com o terceiro classificado, o norte-americano Justin Gatlin, que também obteve um recorde pessoal de 9,79 segundos, neste seu regresso ao palco principal do desporto, após uma sanção de quatro anos por causa de doping.

Tyson Gay e Ryan Bailey, os outros dois norte-americanos, ocuparam as posições imediatamente a seguir às medalhas, com os tempos de 9,80 e 9,88 segundos.

O jamaicano Asafa Powel que ia na disputa das medalhas até ao 70 metros, acabou por abrandar e, agarrado a uma perna, terminou a prova em dificuldades, em último lugar e com um tempo superior a 11 segundos.